Unidade e Pureza marcas indeléveis da Igreja

Servindo para edificar a Igreja - Ef 4.1-17, 18-32

A carta circular de Éfeso. Revela um mistério, a Igreja. Ef 1-2
Alguns temas reaparecem constantemente nessa epístola: 
A soberania de Deus em estabelecer a igreja (1:4, 5, 9, 11, 13, 20, 2:4, 6, 10, 3:11) (cap 1-3). Nesse trecho, é explicado o plano divino de redenção do ser humano.
No segundo trecho (capítulos 4 a 6), a conduta do cristão é enfatizada na expressão “vivam” (4:1, 17, 5:1, 8, 15), em contraste com a sua maneira antiga de viver (2:1).
A esfera da atividade do cristão são as regiões celestiais (1:3, 10, 20, 2:6, 3:10, 6:12).
A dinâmica da vida da igreja é o Espírito, que é o selo da promessa (1:13), o meio de acesso a Deus (2:18), a fonte de revelação da verdade de Deus (3:5), a fonte de poder (3:16), a liga de união (4:3-4), etc.

Aqui Igreja significa o conjunto de todos os irmãos e não uma congregação local. Onde há um conjunto de irmãos, há uma igreja em Cristo. Ser Igreja, Cristão é, mas que se inscrever em uma organização.

Nestes capítulos 4-6, ele passa da doutrina para vida, para a aplicação, o viver. Do ser, ao fazer.

Andeis e não andeis – Paulo faz um paralelo do andar cristão

As marcas de um cristão é sua unidade com Cristo e sua pureza nas relações.
I - Não andeis v.17-32; fala da pureza necessária.
Paulo apresenta o problema do homem não regenerado, essa vida gentia é: alheia de Deus, não o reconhece.
·      Na vaidade do seu entendimento; V. 17. Para Paulo a espiritualidade saudável, brota da mente. Para Paulo os gentios, eram:
Entenebrecidos no entendimento; v. 18
Separados da vida de Deus pela ignorância.
Paulo ainda fala da causa dessa ignorância, dessa vida alheia de Deus:
·      Dureza de seu coração; v. 18
·      Tornaram insensíveis; “Pedra mais dura que o mármore” v.19; O pecado anestesia a consciência.
·    Entregaram-se à dissolução; é a disposição a qualquer prazer, sem preocupação com que acharão disso. V.19
·     Com avidez cometem qualquer impureza; o desejo de ter o que não é seu, proibido, a qualquer preço. V.19;

Verso 20 “Mas vós não aprendestes assim a Cristo”. O sentir e a experiência precisa partir do entendimento, do aprendizado intelectual da doutrina. “Ouvir v.21”; “tenha renovado o entendimento v.23”.
Verso 24 “e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”.
A santidade de Deus é oposta a dissolução
Ser cristão significa uma mudança radical. Não é um gesto, ou verbalizar umas frases, mas realmente assumir um novo estilo de vida. Revestir da roupagem de um novo homem.
Ser cristão é um continuo ato de deixar velhas vestes, e revestir de novas vestes.
Vida cristã tem muito a haver com relacionamentos.  Frutos da carne Gl 5.19-21; Ef 4.25-32; ler...
Pecados que não deve fazer parte da vida do cristão:
·    Mentira. Ira com pecado (hostilidade e v.31). Furtar, roubo (honesto e generoso). Palavras torpes (boca suja, palavras frívolas, árvore podre com frutos podres – Ef 5.3,4,19,20). Amargura, e ira, cólera, gritaria e blasfêmias. Prostituição. Ganância, cobiça. Embriaguez com o vinho 5.18.

II - Andeis... v. 1-17; fala da unidade necessária. Não andar como gentios, mas dignos de DEUS.
Qual é o propósito de Deus? A maturidade, estabilidade, verdade em amor e cooperação espiritual.
"Nós não teremos unidade com quem não está ligado a nós pela verdade". HD Lopes.

A graça da Unidade v. 1-3 – Unidade na diversidade. Como?
Andeis como é digno da vocação guardando a Unidade: Com humildade “de mente”, opõe-se ao maior fomentar de discórdia o orgulho. Mansidão (Crisóstomo diz que é você ter poder de vingar-se e não fazê-lo, controle dos sentimentos; Ex. animais domésticos) é a suavidade dos fortes. Com longanimidade, suportando (sustentar) uns aos outros em amor “procurar o bem-estar” Cl 3.14, guardando a unidade do Espírito no vínculo da paz. V. 4.1-3;

Fundamento da Unidade v. 4-6 – unidade inviolável é “visível” e “invisível” em seus aspectos.
Um Senhor, um credo, uma só esperança (expectativa, fogo, objetivo), uma só fé.

Dons da unidade v. 7-11 – não é uniformidade sem vida e sem cor. Cristo outorga a sua Igreja o Espírito para nela habitar, e os dons para a edificar e a leva-la a maturidade. O propósito dos dons é o serviço, ministério “diakonia”, do laicato. Não é para o uso egoísta, mas para servir a outras pessoas.
Dados por Cristo. Apóstolos. Profetas. Evangelistas. Pastores e mestres.

Resultados da unidade v. 12-15 – visivelmente e plenamente. Ignorância e instabilidade infantil. Mente/Corpo.
Maturidade v.13,14. Estabilidade v.14. Verdade em amor v.15 (verdade sem amor é brutalidade; amor sem verdade é hipocrisia). Cooperação espiritual v.16.

John Stott afirma “a nova sociedade que Deus está chamando à existência tem duas características principais: Um só povo e um povo santo. União e pureza são aspectos de uma vida digna do chamado divino da igreja”.

Precisamos estar insatisfeitos com unidade da igreja apenas como um conceito teológico abstrato, ou como uma uniformidade da vida e de liturgia maçante, ou um conceito estático da igreja. Só então viveremos uma vida que valha a pena.


Paz nO Caminho! ADS Gileade, 18 de junho de 2017. Pr Flávio Teles

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