TEMPO DE LUTA PASSARÁ



Um ano de tribulação passa a outro ano de misericórdia
Não dá pra viver longe do amargo, mas não podes o doce esquecer. Pr Formiga
 


“Mas o Deus de toda a graça, que nos chamou à sua glória eterna em Jesus Cristo, depois que tenhais padecido um pouco de tempo, ele mesmo os aperfeiçoe, confirme, fortaleça e estabeleça.” 1 Pedro 5:10.

O apóstolo Pedro passa da exortação para a oração. Ele sabia que a oração marca o fim de toda pregação, mas entendia que a pregação do ministro deve ir sempre acompanhada de oração. Havendo exortado os crentes a caminhar com firmeza, dobra os seus joelhos e os encomenda a vigilância zelosa do céu, implorando sobre eles uma das maiores bênçãos que o coração mais afetuoso alguma vez haja suplicado.
O ministro de Cristo deve exercer dois ofícios ao povo que está ao seu cargo. Deve lhes falar por Deus e falar a Deus por eles.
A outra parte deverá desempenhar em segredo, quando carregar em seu peito, como o sacerdote nos tempos antigos fazia, as necessidades, os pecados, as provações e as súplicas de seu povo diante de Deus. O dever diário do pastor cristão consiste por um lado em orar por seu povo, e por outro em exortar, instruir e consolar a esse povo.
Quando um ano de tribulação passa e outro ano de misericórdia começa, podemos expressar nossos sinceros agradecimentos por Deus ter nos preservado, e nossas fervorosas súplicas por milhares de bênçãos sobre as cabeças daqueles a quem Deus encomendou debaixo do nosso cuidado pastoral.

Suplico aos céus uma bênção de ano novo
Que bênção maior poderia implorar a Ele para as suas ovelha, que esta bênção que em Seu Nome pronuncio sobre vocês neste dia, vos guarde durante este novo ano: “Mas o Deus de toda a graça, que nos chamou à sua glória eterna em Jesus Cristo, depois que tenhais padecido um pouco de tempo, ele mesmo os aperfeiçoe, confirme, fortaleça e estabeleça.”
Estudemos tal bênção, fonte dessa poderosa mensagem de ano novo.

I. Vejamos, O que o apóstolo Pedro “pede ao céu”- Então, em primeiro lugar, O QUE O APÓSTOLO PEDE PARA TODOS AQUELES A QUEM ESCREVEU ESTA EPÍSTOLA. Ele pede para eles quatro joias resplandecentes. As quatro joias são estas: Perfeição, Confirmação, Fortalecimento e Estabelecimento.

II. Por que Pedro “espera receber” - A razão de sua esperança, de receber o que pede, está contida no título que utiliza para dirigir-se ao Senhor seu Deus: “MAS O DEUS DE TODA A GRAÇA, que nos chamou à sua glória eterna em Jesus Cristo”.

I.  O que Pedro “pede ao céu” - O apóstolo inclui na sua bênção um padecimento, uma vez que nossas vidas não são feitas apenas de vitórias e mais vitórias, mas diz Pedro “depois que tenhais padecido um pouco de tempo”. Ele mesmo!!! Aperfeiçoará, Confirmará, Fortalecerá e Estabelecerá. Ele mesmo, Jesus.
     A.   Perfeição – um sonho não terminado; ai do cristão que não alcance tal expectativa. Se Deus não concluir a obra do Espírito sua graça seria vã. Não seria Deus se começasse a abençoar e não aperfeiçoasse. Seria um amor que falha, que abandona e infiel. Pense em um escultor que retira uma pedra lá da pedreira a arranca e lave-a, mas não a esculpiu em nada a valoriza. Por meio das fornalhas das aflições somos limpos das escórias e toda impureza. Devemos padecer um pouco de tempo, para logo sermos aperfeiçoados.
    B.   Confirmação – falo de algo extremamente desejoso de todo crente ser confirmado por Deus. Que a transformação do caráter não seja como uma neblina que logo passe, que sua repugnância pelo pecado jamais cesse. Que seu amor, desejo e fé sejam sinceros! Que todas as tempestades, ou tufões levantados pelo arque rival não abale seu amor e convicções estabelecidas no Senhor. Ora, vejo que nesta noite os cabelos brancos de alguns me provam que estão sendo confirmados por vários anos, julgo serem exemplos aos mais jovens de cristãos bem confirmados. Oro pra que nada possa nos abalar! Devemos padecer um pouco de tempo, para logo sermos confirmados.       
    C.    Fortalecimento - Agora vamos comentar a terceira bênção, que é o Fortalecimento. Ah, irmãos, esta é uma bênção muito necessária para todos os cristãos. Muitas vezes estamos arraigados e confirmados, mas o golpe de nossa espada não fere mais. Clamemos pelo fortalecimento! Como Saul e seu exército possuem singular armadura, mas o que precisa é de força. Como declara o hino 409: “Os que esperam no Senhor  novas forças obterão; Como águias voarão, Subirão para as alturas; Correrão sem se cansar, Sem fatigar hão de andar; Correrão sem se cansar, Sem fatigar hão de andar; Correrão sem se cansar, Até no céu chegar!” Is 40.31. O exemplo da águia e do hipopótamo. Rogo a Deus que fortalece os cristãos, há muitos cristãos nascendo fracos e débeis. Seja um pequeno gigante em 2016.
  D.   Estabelecimento - E agora me referirei à última das quatro bênçãos: “Estabelecimento.” Não direi que esta última bênção é maior que as outras três, mas é um degrau para cada uma delas; e é estranho dizer, esta é  muitas vezes o resultado da obtenção gradual das três bênçãos precedentes. Estabelece-te! Oh, quantos andam por aí que não se estabeleceram jamais. A árvore que é transplantada a cada semana morrerá rapidamente.

Lc 13.6-9 A parábola da figueira estéril
6Então, Jesus proferiu a seguinte parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou. 7Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra? 8Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume. 9Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la.

     “...deixa-a ainda este ano”.
Existem homens que são estéreis que suas produções de frutos não obedecem a épocas, estações certas, e se faz necessário dizer uns aos outros: “esse será o começo de um novo ano”. Digo-lhe que ainda neste novo ano, produzirá. Oremos para que possamos adentrar esse novo ano e caminhar até um findar dele, sob a bênção do Senhor.
No iniciar desse novo ano olhamos para o passado com honestidade para ver se nossa vida é uma figueira sem figos.
O homem que tomava conta da plantação clamou ao Patrão: “...deixa-a ainda este ano”.
Muitos de nós desperdiçamos a juventude com manjares, com prazeres momentâneos e coisas que nos envergonhamos.
Muitos poderiam confessar aqui que em seus anos de vida, boa parte foram consumidos pelo gafanhoto, pelo pulgão e por falsas ilusões. Outros estão na flor da idade, rogo ao Senhor da plantação que deixe afofar a terra em volta de você, e colocar bastante adubo a sua volta.
A força dessas palavras me estremece: “ainda esse ano” o Senhor da plantação nos visitará.
A procura de frutos, pra alguns de nós esse ano de frutificação será lembrado como um tempo de misericórdia. Este ano está posto diante do Senhor Jeová, portanto não desperdiçamos nos caminhos do engano.
Muitos de nós no auto exame lembramos os anos de severa tribulação, quando sentimos que cavavam em nossa volta e nos adubavam. Como passaram esses anos?
Deus estava realizando uma obra silenciosa, paciente e pessoal cuidando de nós. O jardineiro do céu passou em seu jardim! Nunca mais faltarão flores!

Jo 15.1-3 1 Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. 2 Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. 3 Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado

Jesus diz  “vós em mim e eu em vós” esse é o segredo da frutificação. Por que sem mim nada podereis fazer. Nisto é glorificado o Pai que deis muito fruto.
Deus deseja conceder vida as suas criaturas, mas muitos por terem suas vidas prolongadas desafiaram o Criador.
Aquele que deixa pra depois, pra mais tarde aborrece o Lavrador. Não perca o novo ano de graça que se estende em teu favor.

“Mas o Deus de toda a graça, que nos chamou à sua glória eterna em Jesus Cristo, depois que tenhais padecido um pouco de tempo, ele mesmo os aperfeiçoe, confirme, fortaleça e estabeleça.” 1 Pedro 5:10.

Depois de mostrá-los como precisamos nos relacionar com Deus e sua obra, com os irmãos e conosco mesmos, chamo a atenção para três pontos acerca do enfrentamento desse novo ano:
    1.     Em 1 Pe 5.8, encontramos a identidade de nosso adversário... o Diabo, vosso adversário. É um rival real, invisível e medonho.
    2.     Segundo lugar Pedro diz que esse adversário anda em der redor, a espreita a procura de uma brecha, ele intimida assim como um leão ruge, tentando assustar a pressa, procurando isolá-la do bando. Preparando o ataque súbito, violento e fatal. Liberando por último sua intenção: devora. Não veio brincar. Ele mata. Rouba e arruína.
    3.     Por último, em terceiro lugar Pedro apresenta as armas de vitória contra o adversário. Sede sóbrios e vigilantes... resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão se cumprindo na vossa irmandade espalhado pelo mundo. I Pe 5. 8ª, 9

Finalizo essa confiante reflexão lembrando-vos que Deus é o Deus de toda graça... Para uma igreja que estava sobre ataques de forças humanas e espirituais, perseguida por governos e pelo diabo, Pedro diz que sua vida está nas mãos do Deus de toda graça. Pedro conhecia fato de não ser tratado como merecia, mas de acordo com o amor incondicional, mesmo quando falhamos.
“...deixa-a ainda este ano” exclamou o Aquele que cuida da plantação, vou Eu mesmo: aperfeiçoar, confirmar, fortalecer e estabelecer a figueira.

Inspirado em Spurgeon, Um breve sermão para o ano novo. 
Brasília-DF, 03 de janeiro de 2016.
Paz nO Caminho!

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